Monday, April 13, 2009

Sono


Na esperança de fugir do mundo
Durmo
Pela noite fora e mesmo
De dia quando, de olhos bem abertos,
Me indigno perante as atrocidades
Que presencio e entro
No estado de apatia que faz alguns
(Enganados) Pensar que não há nada em mim
Para além daquilo que mostro

Todos os dias me julgam
E me condenam por crimes
Que nada mais são do que as atitudes banais
De qualquer ser humano
Cada palavra uma estaca que
Irá, mais tarde, apunhalar-me (pelas costas)
Cada palavra mera formação de letras
Que na boca de outra pessoa toma novas
Formas e se vira contra mim,
Sua inocente criadora

Tudo se torna questionável
E também eu questiono
A veracidade da nossa própria existência
Que neste momento me parece um pesadelo
Que teima em não terminar
(Adormeci e não consigo acordar)

Que é feito das provas eternas que demos
Demonstrando o nosso valor?
Tudo foi esquecido, todo o bem menosprezado
Em detrimento das pequenas falhas
(Falhas comuns, erros humanos)
Que é feito dos nossos sonhos
E das esperanças que pela força (da nossa vontade)
Tornamos um dia realidade?
Numa fuga perpétua viramos as costas
Aos nossos feitos imensuráveis
(Medidos por recordes ou simplesmente julgados e quantificados)
Às nossas eternas esperanças
(Alvo de chacota por todos os que, frios e cruéis,
Nunca conseguiram sonhar ou, talvez, tentar compreender)
A tudo o que um dia pudemos ser

Dormimos o sono dos fracos enquanto
Os, então, justos apenas nos dão mais motivos para dormir.

O que é feito da esperança?

Monday, April 6, 2009

Alguém....

Que me explique porque é que os deputados só têm de justificar as suas faltas ao quinto dia de ausência e a sua palavra é suficiente para a justificação e eu e mais milhares de estudantes habilitamo-nos todos os dias a chumbar por faltas se ultrapassar-mos as 7 na faculdade?

Ainda se ao menos a nossa palavra bastasse aprendiamos com os nossos deputados e mentiamos com todos os dentes....


Se alguém me conseguir explicar fico muito agradecida porque para mim não faz sentido.