Wednesday, December 26, 2012

Just another day

That was Christmas.

A spoiled child's confinement in a house with no gifts.


So long and I won't be awaiting eagerly. Till next year.

Sunday, December 23, 2012

Família

Dizem que não escolhemos a nossa família. Parte da minha adoptou-me e parte aceitou-me pouco depois. Deixei de pertencer a algo somente monoparental e tive mais na ficção que na realidade.

Deixei de estar só.

Ficção? Será ficção quando o sentimento, a esperança,a protecção e o amor são reais? Será ficção quando o meu maior medo é perder aquilo que sem querer conquistei e que sem querer tenho medo de destruir?

Como pode ser ficção se são com quem me sinto em casa e de quem mais sinto falta, com todas as problemáticas que uma família pode ter?

Tenho medo de chegar tarde,  deixem a porta e janelas abertas.

Saturday, December 22, 2012

Bother

I'm a permanent stone in your shoe, not a recurrent trend in your life.
I'll bother, have no evident charm and in my honesty be too much, much more than you ever wanted me to be. I might bother but I can assure you it's because I care.
I won't try to seem perfect, I won't change who I am, what I listen to, in hopes to be considered differently.
I'll apologize for an unprecedented and unjustified guilt that you'll see as stupid. It's not.
I'll turn away when all I want is to hold you in my arms and promise that I wanted so much more than this for us, never this, never the hurt, all I ever hoped for was to make you happy, not to compromise your happiness.
I'm afraid I'll lose myself in the way, as I feel I've already done when the eyes I set mine upon no longer carry only joy but also an underlined doubt and worry. I will never be able to deny you anything but above all I can't deny you honesty.
I love you. It's the saddest and happiest love I've ever know. It's the love that has no use but does us both good when it doesn't make everything so much worse. It's the love that I never express with the correct words as they're not the adequate for you, only for me.
It's my innocence and your selfishness. The difference in the similarities. And all that I'll never be able to describe to someone who's not willing to understand.




"Para existir é preciso sorrir com os olhos, já que não os dispensamos para chorar." – SB


Tuesday, December 4, 2012

Fecho para obras quando descobrir o prazo

A tua estupidez faz com que me apeteça fechar para obras. Nestes de vez em quandos vejo que é esta a grande diferença entre nós:

Saber que tudo acaba e por isso não ter medo do que é novo.
Saber que tudo acaba.
Quando percebemos que o passado e o presente nem sempre constituem futuro.
Quando tudo acabou
Dei um passo em frente
E, na minha sombra inexistente, vi-te dar dois passos atrás.
(Nem na minha sombra ficas)

Tudo acaba. Mas quando é que sabemos que o que devia acabar acabou e quando é que o que nunca devia ter existido vai acabar?

O problema de não ter um prazo de validade estampado na testa para me ir orientando por entre tudo o mais que não sei quando caminho pelos meandros de ti.

A tua estupidez nunca será maior que a minha.



Nothing in all the world is more dangerous than sincere ignorance and conscientious stupidity.


Saturday, December 1, 2012

Sol de Inverno




São dias como estes, nos quais as palavras escorrem por entre dedos de mãos demasiado pequenas para te agarrar, que me fazem sentir a necessidade de te dizer tudo aquilo que a minha falta de sentido de oportunidade me impede dizer.
São dias como estes, em que o sol me lembra que nem tudo é noite e solidão, que me relembram que gostar de ti como gosto nunca poderia ser mau se és tu e tudo o que te concerne me parece tão bom. Mesmo o que alguém poderia considerar defeitos para mim é possivelmente apenas um contratempo, irrelevante quando comparado a tudo o que me impede de chegar até ti.
Será que se soubesses a profundidade do que quer que seja que sinto faria alguma diferença? Será que percebesses o valor que vejo em ti, o respeito que mereces, tudo o que mereces, perceberias que nem tudo é o sentimento egoísta e que o que mais me poderia magoar é tudo o que a ti te magoa, como se eu não estivesse em cena e “sentisse por ti”?
Já passei horas a olhar para ti, a tentar saber e perceber tudo o que não dizes, tudo o que não mostras, pelo menos por palavras. Já disseste, no entanto, tanto por palavras que deixam antever tão mais do que aquilo que comportam. São as pequenas coisas que fascinam uma pessoa, não os grandes gestos e tudo o que toda a gente vê. São aquelas coisas que nem nós mesmos reconhecemos como nossas mas que são o que verdadeiramente nos tornam únicos.
Normalmente não me faltam características individuais a apontar, todos os pequenos traços que me fascinam em quem gosto. Mas para ti faltam-me sempre as palavras, os pormenores específicos. Começo a pensar que possivelmente é demasiada coisa para definir, demasiado o que me apaixona e talvez seja isso que me faça pensar que não quero desistir mesmo deste sentimento que é unilateral e ao mesmo tempo multifacetado. Gostar de ti é tão fácil e até hoje ainda não encontrei nada que contrariasse esse sentimento simples de se ter. Nada.
Não fiques à espera que isto passe. Nuns dias ténue e noutros mais forte, este sentimento, que de meu tem tão pouco porque te comporta no mesmo, não se quer esvair nem esmorecer. É como o fogo com o qual sempre gostei tanto de brincar, nunca queima, só aquece. Para que quando chegar o Inverno, nunca ninguém tenha de passar frio.


“Our truest life in when we are in dreams awake.”
“I realise there's something incredibly honest about trees in winter, how they're experts at letting things go”

Sunday, November 25, 2012

Não és tu



Não és tu. O problema nunca foste tu, que te tentas convencer disto de todas as vezes mas apenas consegues acreditar na palavra de todos que não tu. E esperas que um dia a mensagem passe por todos os circuitos internos e consigas ter a certeza de que o problema não és tu.
Obsessão. Pelo fogo que observas, enquanto morre, como por tudo na tua vida. Queres mais, sempre mais, mereces mais e lutas por mais mas tudo parece tão relativo no meio do nada que tens! O teu fogo não morre, nunca morre, somente se deixa esmorecer. Como aquela acha que continuar acesa apenas para lembrar que um dia, ali, houve fogo. E o teu está vivo, a gritar, a dar pontapés, a dizer-te que a loucura é a única coisa que algum dia vais ter porque essa é só tua e é com ela que estás sozinha.
O problema és tu, que te deixas acreditar nisso porque tem de haver uma razão, um motivo para não poderes ter o que queres. O quão egoísta consegues ser para não perceber que nunca terás tudo, nem metade do que desejas? Mas está ali, tu consegues ver, tu não consegues deixar de ver, nem queres, nem te forças, não te ajudas. Para ti não está errado, para ti que não sabes de nada, que te recusas a adivinhar o futuro porque é a sua incerteza que te dá a esperança de que dias melhores virão. Para ti, que na absurdez de toda a situação, no meio da teia de aranha, começas a questionar-te e a ponderar se tudo isto não é só um sonho ou uma ilusão.
Não pode ser uma ilusão. O fogo queima, é com ele que ardes e não consegues pensar em mais nada por mais que tentes. Mais nada. Não queres mais nada? A não ser que seja feliz, por mais que te doa? E o que fazes tu, onde fica a tua felicidade, na dos outros? Em ver a vida a passar lá fora como se não fosse tua? Em pensares que talvez não sejas tu o problema? Ou em te convenceres de que, como sempre, o que tu és, simplesmente ainda não é o suficiente?
Custa saber que não vai passar tão depressa como um simples arranhão, que a marca vai ficar, que tudo o que é sentimento vai continuar e, tu, vais continuar sem saber o que fazer a não ser olhar e sonhar. Como criança que perdeu o balão e fica a vê-lo a partir e a pensar para onde irá. E que só quer partir com ele. Para longe, para onde nada importe, nem a ânsia por aquilo que nunca se teve.

É complicado ser honesta quando nem eu sei o que sinto, o que penso ou o que fazer com este emaranhado de situações que, por mais que tente, ainda não consegui processar. Por vezes acho que vou ficar louca por isso mesmo, por simplesmente não saber tudo, não ter um plano definido, quando sei que o único que assim o seria era a tentativa de esquecer. Mas não quero esquecer, não te quero esquecer, assim como não quero deixar de sentir. Nunca deixar de sentir. E vou seguindo, na esperança de que um dia tudo seja mais fácil, para ti, para mim, quando nunca gostei dos caminhos mais fáceis. Gostava de te dizer que isto me vai passar ao mesmo tempo em que sinto que isto só se tem agravado, intensificado e que vai durar. Isto. A paixão, a amizade, o carinho, o amor, eu sei lá bem o que é isto tudo junto. Eu só não sei se posso dizer o que poderás querer ouvir. Se quiseres ou valer a pena ouvires. Queria dizer-te tanta coisa, que nem sei bem o quê. Vou procurar-me à chuva. Pode ser que (te) ache se me tentar encontrar.
God is in the rain.

Tuesday, November 20, 2012

Forma estranha de amar



Não tens de ter medo de quem és só pelo que já foste. Não te refugies nos pensamentos de que um dia foste má e que não mereces o que tens porque somente tu de continuas a agarrar aos dias maus como se fosse uma constante da realidade actual, quando ninguém os conhece. Não as pessoas não mudam mas todos temos em nós o céu e o inferno e tu ficas presa num limbo se não acreditas que ao longo do caminho já subiste das chamas do que agora te tortura.
Já não estás sozinha. Nunca estiveste mas agora, que estou cá, podes ter a certeza que não terás razões para alguma vez voltares a achar o mesmo. Tens a tua família. E a família é para sempre. Surja como surgir, mantendo os segredos que todas têm, sendo complicada como todas são. Tens uma família e o lar nunca está vazio. Tu mereces a família que tens. Quem admiras já passou pelo mesmo, não fala com a relatividade de quem não sabe porque também já teve de que se envergonhar mas pelo caminho apercebeu-se que somos apenas humanos que, embora procurem sempre a perfeição, nem sempre se sentem perto da mesma. Os valores morais não são quebrados ou postos em causa só porque um dia nos apercebemos que nem tudo é tão linear. Não te julgues porque sentes porque, como dizes, não te podes privar de sentir e não podemos ser autómatos como eu gostaria. Amamos no tempo errado e sofremos por estupidez quando achamos que poderíamos mudar algo que não se pode alterar. Amar não é mau, é uma prova da nossa bondade, do que há de bom na condição de ser humano. Amamos de tantas formas e mesmo que não sejamos amados de volta, nem sempre devemos querer deixar de amar. Eu amo-te de maneiras que não as normais e amo também quem não sabe desse amor e talvez nunca o pudesse retribuir. Ficarei com este amor até que um dia estabilize e, se não estabilizar, amarei porque me recuso a mudar quem sou. Amo e acredito que é o melhor que podemos fazer. Mesmo que sejam várias pessoas ao mesmo tempo. Mesmo que seja alguém a quem mesmo que quiséssemos não conseguiríamos apontar defeitos. Amo porque não conseguiria ser diferente e porque amar é a melhor coisa do mundo, mesmo quando se sofre, se esconde, se chora sozinha em silêncio agarrada às pernas à espera que quem não nos ama abra a porta com uns olhos de quem recentemente acordou para o mundo do nosso amor e paixão e é capaz de retribuir. O tempo cura tudo, digo a mim mesma e a ti.
Digo-te tudo isto porque te amo e não te quero saber infeliz como fui. Não quero que duvides de ti ou te sintas mal porque, apesar de queres a segurança e estabilidade, anseias por voar. Na verdade acabamos por ser pombos-correios que regressam sempre a casa. E na nossa casa, cheia de amor, quer se saiba do mesmo ou não e na variedade dos mesmos, haverá sempre um lugar para ti, sempre que te queiras refugiar. Neste lugar tu nunca te sentirás sozinha, este é o lugar a que podes chamar de lar.

Thursday, September 27, 2012

Growing Up




"You've grown up!", I said. Seasons had changed, time had went by and I never even noticed you growing. You were just always that innocent looking being that once stood before me, completely unknown, a blank slate waiting to be written on.

I take a second to think about it and reflect on the blank slate I thought I had seen. How can someone even consider another person "empty" just because their mark is not there? How can we think of ourselves so highly to even consider that we are the ones that make such a difference?

You came with your writings as I came with mine and stupidly I just didn't care enough to flip through your pages and try to read more than the things I was interested in. A book constantly written and all I cared about was the childish drawings I made by its margins.

I shouldn't think of myself so highly when I don't even have a cover, I've resigned myself to being an assorted compilation of pages that though seemingly set in stone and not a bit more stable than a sandstorm.

Set in stone... Nothing's set in stone this days. Not the truth, not our thoughts not the future and not even the past, which is limited by what we personally wanted to see. You didn't see what that person, who was new to you, had gone through before you met him/her.

I didn't see how the things many people said had a different meaning other than the one I gave to those words. The meaning of the speaker, the only one who knows if what is said is meant and if it is the truth or not.
I didn't see the dreams behind the straight faces, the ideals being the suits and ties, the morals behind made-up speeches and needed debates. I didn't see that everytime you dreamt of a new thing and aspired for something bigger than yourself you grew taller, newer, better than what you already were. In all of this, I didn't even see myself throughout those years, worried about a constant evolution that was taking place, regardless of me noticing it or not.

I didn't really see the people that I, if even for a moment, thought I knew.

Did we grow up?
Or did we just simply get to know ourselves?

Monday, September 24, 2012

Seasons Change




It is not easy when the road is not closed, you miss everything you still haven’t got and all you see is all the possible futures ahead. The present is all you ever wanted in its safeness and all that you should ever live for. But I dream and dreaming is not as easy as it seems when you, like me, want to accomplish all of your dreams.

When I dream of you I am awake and my daydreams take place at non-specific times foreseeing never existing moments that shouldn’t cross a peaceful mind. Like your hand in mine before letting go and that serene moment in some quiet field where only the setting sun would be able to bear witness to the most life changing look someone could ever imagine. Your face changes like the seasons and I still can’t decide what my favourite is and the one that could make me happier, even if I never commit to any season or to any face other than my own.

No one expects anything from me but me, the one who expects everything and wants all there can possibly be. You paint a picture in black and white and I see millions of colours, endless possibilities and opportunities, all of them only dreams. Or maybe it’s my black and white vision that distorts your countless colours not allowing me to realize that all you dream is possible if you try.

There’s so much in you, so much to see. There’s so much in me, the many things that I dream, of you, of me, of the world and us and everyone in it. How everything could be so much better even if not perfect, all the dreams we could dream together. Endless dialogues about life and its ever changing motions. Recalls of frames of moments that I keep in my mind and that reside in my heart. I might not remember everything quite as vividly as I say. But I remember you… And I remember myself… And all of us. Those memories I’ll always keep. Even if they are fictional and present only in my dreams.


Sunday, July 15, 2012

It's natural to be afraid



               Oh dear,

please say that we don't grow up so fast that our legs become too short for the steps we want to take. I'm looking for some kind of confirmation to the fact that life would be much easier if that growing up thing would have ceased in the moment when I saw that I would never again grow taller than my height.

But the concept of growing up is as wide as the path ahead of me is long and I'm tired by nature and would rather sit here and contemplate on concepts than take that next step. It all is so unsure and unknown when I look ahead. The road is uncertain and foggy when you don't want to sacrifice the ideal of staying forever young.

                       Tell me I don't have an expiration date, that there is no due time for me to carry on.
Assure me that the only obligation I have is getting up every day to go to classes in which I will misuse all my knowledge and waste all my intellect in pursuit of a better future.


             Say that I have you forever,
                                                       to tell me what's right from wrong in your unawareness, so youthful as mine with the virtue of not being at a crossroads where the only path you can't follow is the one that already took you there.

                                        Just say we will stay the same, here, in the present that won't give in to a future or be a past... Here, forever.




Sunday, July 1, 2012

Psyche




I swear it is just like a light switch. The idea of you comes along and an instant and almost irrational wish to talk to you comes along to tell me that I miss you too much. It is as if I would be talking to a self that I left behind somewhere, different from me, as our times are different, but still too familiar not to feel as if something, someone, of my own. As if I had ever owned anything.

It is a kind a love even though no one else needs to know. It’s the love I should have for myself, it’s the love I have for all that I cannot truly have, it’s the love for the unknown, the love that I never knew how to feel, the love that bears no fruits, the love for the sake of love that means nothing at all to everyone but the one who feels it. It’s a love that’s not really love, a love that is there not to be felt but just to exist. Like a universal truth and a paradox when it comes to be felt. It embarrasses me for its intensity whilst it seems to lack any basis for a real existence. It makes me smile as if I’d found some lost piece of me though I feel like crying when I conclude that even though a piece was found, it’s not meant to be put together.

And I’ve cried over it though unknowingly. I’ve cried as I ran away from goodbyes, I’ve cried as I smiled for I’d never felt so happy and sad at the same time, I’ve cried in that fraction of a second between having you to hold and seeing you walk away, I’ve cried as if the moment in which I discovered who I was had came around again and, right then and there, I was 21 and the Summer had come to tell me it would all be ok.




But summers haven’t been the same in quite a while, not since the Winter came along and brought me those I can’t forget. Nothing has felt quite the same and though I miss nothing I miss everything, including myself with you, through Winters, Mid-Summers and the unbearable heat. I can still see you smiling if I look behind. I can still hear you laugh; I can still feel you as if I could actually touch you if only I took a couple of steps. I still struggle to understand why I questioned you when you did the unexpected things that I actually wished for. I still struggle to understand my social incompetence, my inability to behave, my harsh comments, my care for everything and anything, my attention to detail and the way I can be so sensitive to stupid stuff. And also all that you do, which is this and more. A vivid memory that I never want to forget, the thought of you comes along accordingly.

One day I found myself and after getting to know that stranger, ever so slightly, once I got to see that apparent differences actually mean nothing next to all that is so akin, I couldn’t stop my smile as I said: Pleasure to meet you.

Monday, May 21, 2012

Original's Translation Exercise - Half truths/Half Lies


It is all of that plus a nothing that drowns me in its oppression. The emptiness and the desire walking hand in hand, in a dislocated alliance that defragments the illogic being with which I cannot deal. It is  all of that.

A piece of thought in the form of disqualified dream. That mediocre expectation one has when there is nothing else to do and that makes you fear everything, even when that  everything boils down to absolutely nothing. A glass half empty in a table set for one. Because the thirst to have it all never allows the cup such circumstance as the one of being half full.

I will get a dictionary and throw it at your head in hopes that, out of it, comes an assortment of words which form a sentence with the slightest bit of logic to transmit something that I might want to say. If I think enough about those words that I don’t find and in those sentences I cannot put together as the dictionary hits you, will something good enough come out of it? As for me, I’ll throw myself into a house of mirrors to know and be filled with the person I live with, maybe then I won’t feel so lonely or maybe I’ll turn into a lunatic whose disease can be proven, then, with it, I’ll be able to justify everything, these texts written late and at a bad time, as no time it such type of thoughts can be good.

You know what want I tell you? Throw yourself down that abyss so that you can end up with your face on the floor where you once saw it smeared on. More of the same tastes as something new when you don’t want to search for more, isn’t it? Go through those roads where you’ve lost and couldn’t find yourself, not yourself nor anything but loneliness. Discourses of self-reflection aren’t worth a thing when you don’t accept yourself, child, who doesn’t know how to walk but already dreams of not walking but teletransporting and tells himself that nothing is impossible unless we determine it so.

Half truths or half lies? Everything depends on perspective and when such thing is my responsibility I prefer to say everything I think and make up what I don’t think, abuse of cruelty and kindness and be whatever I want to. Half truths or half lies? Only I know and even so, in the end, all that is said is worth something. Interpret whatever you want but here is the warning, you’re in the house of appearances where not even the walls you see you truly know. 

Sunday, May 20, 2012

Berlin Song



There is no such happiness in life as being with those special, some would say, ones you love. Even if they don't know it. Even if you are not quite aware of it. Even if years have gone by. An assortment of "even ifs" to big to fully grasp. I'm happy.

There is no such sadness as leaving those people behind, those you hold so close to your heart that it is almost like you leave a piece of yourself with them, which they will always hold, even if they don't know it. No hopes for a swift return to one another. No certainties that you will ever in your life meet again. No capital letters to say how much you will miss them. Nothing. Not a single tear shed or honest word spoken. Yet a handful, even yourself full, of hopes that one day, well, maybe one day, more later than sooner... One cannot simply have all the things one hopes for, isn't it?

That is the bittersweetness of life summed-up in one single action, one single simple thing: meeting people just to eventually leave them behind, in a past that might just not represent a future. And you just leave their rare smiles, remarkable looks, awkward companionship, all of that and so much more that you so profoundly cherish in a corner of your brain, that one that makes you remember everything so vividly.

I don't like goodbyes. So what do you say when "see you around" doesn't apply?

http://www.youtube.com/watch?v=BWvbn7ijxc0&feature=related

Saturday, February 18, 2012

Da ode a uma personificação de tudo o que é aleatório


Chama-se Sílvia ela. No entanto, ás vezes não se consegue decidir se será a Alice, a Madalena ou a Aurora, que ainda não chegou. É complicado ser-se uno numa só identidade quando há tanto a querer vir ao de cima. Eu chamo-lhe Sílvia porque a reconheço na totalidade e Lenita quando me dá para a desfragmentação que é aborrecer uma pessoa.

Não sabes o que fazer e para as múltiplas personalidades preferes uma nuvem de fumo ao absinto. Ou o que quer que faça o feito, mesmo que seja o tão afamado absinto, mesmo que sem as suas fadinhas verdes. (Podes dar uns saltos a seguir e seres tu a fada ou um Sr. Sousa barrigudo, o que te der mais gosto)

Sempre presente está uma afabilidade louca que vem aos trambolhões pelas tuas múltiplas personalidades dizer olá ao mundo. E o mundo sorri-te e diz-te "Olá" mas nem sabe que nome escolher.

Basta dizeres "Olá" que o mundo todo sorri-te e atira-te o cumprimento de volta, mesmo que tenhas a certeza que não.



The creative person is both more primitive and more cultivated, more destructive, a lot madder and a lot saner, than the average person.


O véu que separa a criatividade da insanidade só o reconhece quem já o pôde levantar.

Tuesday, February 14, 2012

Meias Verdades/Meias Mentiras



É isso tudo e mais um nada que me afoga na sua opressão. O vazio e o desejo a andar de mãos dadas, numa aliança desconjuntada que me desfragmenta o ser ilógico com o qual eu não consigo lidar. É isso tudo.

Um bocado de pensamento em forma de sonho desqualificado. Aquela expectativa medíocre que se cria quando não há mais nada para fazer e que faz tudo temer, mesmo quando esse tudo se resume a absolutamente nada. Um copo meio vazio numa mesa posta para uma pessoa. Porque a sede de tudo ter nunca permite ao copo a condição de ser meio cheio.

Vou pegar num dicionário e atirar-to à cabeça e esperar que de lá saia um conjunto de palavras que formem uma frase com um mínimo de nexo que transmita algo que queira dizer. Será que se pensar o suficiente nas palavras que não encontro e nas frases que não consigo formular enquanto o dicionário te acerta sairá algo de jeito? Por meu lado vou-me atirar para uma casa de espelhos para saber e me encher da pessoa com quem convivo, talvez aí não me sinta só ou dê numa louca cuja doença possa ser comprovada e aí com ela vou poder justificar tudo, estes textos escritos tarde e a más horas, porque nenhuma hora com este tipo de pensamento pode ser boa.

Sabes que te digo? Manda-te por esse abismo abaixo para dares com a cara no chão onde antes já a viste esfregada. Mais do mesmo parece saber a novo quando não se quer procurar mais, não é? Vai por esses caminhos onde já te perdeste e não te encontraste, nem a ti nem a nada que não solidão. Discursos de auto-reflexão não dão em nada quando não nos aceitamos, criança, que sem saber andar já sonha não com correr mas sim com teletransporte e diz a si mesma que nada é impossível a não ser que assim o determinemos.

Meias verdades ou meias mentiras? Tudo depende da perspectiva e quando a meu cargo está tal coisa prefiro dizer tudo o que penso e inventar o que não penso, discorrer da crueldade e da amabilidade e ser aquilo que bem me apetecer. Meias verdades ou meias mentiras? Só eu sei mas independentemente disso, no fim, tudo o que é dito ganha significado. Interpreta o que quiseres mas fica o aviso, estás na casa das aparências onde nem as paredes que vês verdadeiramente conheces.

Sunday, February 12, 2012

A inconstância da opinião


Diz-me o que pensas de mim e eu vou agir como se nada me afectasse por de trás desta fortaleza que envolve o meu dia-a-dia.

Sei quem sou e os meus defeitos e qualidades mas eu mudo e daqui a cinco minutos posso já não me lembrar. Dizes-me as minhas fragilidades e eu não as aceito porque assumi-las faria com que tivesse de pensar em como as resolver e eu não quero. Não as acho como defeitos, não me quero distanciar, não quero pensar que não dependo de ti. Eu gosto de dependência e passei toda uma vida a fazer de conta que era forte o suficiente para não precisar de ninguém quando na verdade não era.

Vê-me como a criança que foste, que quando tinha medo corria para os braços ou pernas de alguém. Eu ficava no meu canto sozinha e agora agarro-me às pessoas como se não houvesse amanhã.

Não quero estar sozinha e não suporto a minha existência na sua mais simples vertente portanto não me quero analisar. Quero ser pelos outros e através dos outros para que possa correr para mim mesma sem desta vez estar só.

Quero ser criança e quero que estejam lá para me proteger, ao menos por uma vez na vida, um momento singular de que me possa lembrar.
Não suporto a solidão que é estar apenas comigo mesma. E quero que estejam lá. Todos. Sempre e para sempre. Quando sei perfeitamente que na verdade isso não é possível.

Thursday, February 9, 2012

Com Defeito


Rio-me com os dentes todos como se eles mostrassem a alma no reflexo do seu amarelo impuro, na extensão infinita dos lábios ou no esconder do superior. Rio-me com os dentes todos mas não sinto o meu sorriso que, por vezes, mesmo ao parecer natural é forçado e julgam-me feliz quando não o sou. Mas rio-me sempre com os dentes todos, não vá alguém achar que não os tenho. Porque se não me rir tudo é pior e explicações guardo-as para mim, assim como a certeza de para quem verdadeiramente sorrio.

***

Olha através da máscara que é o meu rosto, o meu corpo, vê quem está cá dentro como se o que está por fora não significasse absolutamente nada. Talvez seja demais pedir que vejas ao invés de olhares. O mundo não foi feito para se ver, se o fizéssemos perdia metade da magia. Ou será que não? Qual é o problema em ver? Miopia, estrabismo, astigmatismo, só doenças e nenhuma delas pior que a falta de vontade.

Se olhasses talvez visses, talvez visses que por trás daqueles cabelos loiros ou castanhos ou pretos ou ruivos, por trás disso, não há nada. Por trás dos olhos tão bonitos que mudam consoante as luas e que parecem incapazes de produzir os rios que dos meus brotam não há nada também, não enxergas um resquício de alma porque a que procuras tem algo de incomum e de incomum, nesse tipo de pessoa nada reside. Por trás das modas, de tudo o que lhes tira a simpleza de ser e estar, por trás de tudo aquilo em que se tornam não há nada, e por trás do estranho há tanto, está tudo.

Escolhes a beleza em detrimento de algo verdadeiro, de algo incondicional mas queixas-te de que sentes falta de amor. Nem que seja a ti mesmo. Como se não soubesses desde o início que a beleza se vai e o incondicional é isso mesmo, fica mesmo que longe e enterrado e sem contacto contigo. O problema é que mesmo que exista, se estiver longe, não o encontras. E se encontrasses não o conseguias ver porque a embalagem não te apela e não há publicidade e todo o brilho dos produtos em série cega-te para aquela coisa desinteressante sem rótulo e amassada, simplesmente com defeito, que está à tua espera na prateleira de trás.

Mas não és tu. O problema não reside em ti que nem sabes que ele existe. Somos ensinados assim e, como não pensamos, não sabemos. Se nem tudo o que brilha é ouro então os provérbios populares são só isso, frases feitas que dizemos sem sentir, como tudo que fazemos nestes dias.

Thursday, February 2, 2012

O Carrossel da Malta

Todos temos um refúgio, para muitos os nossos quartos; nas nossas memórias talvez a nossa infância, com os seus momentos de felicidade pura e inocente.

A minha infância traz-me, por entre os doces e brincadeiras, aquele carrossel da feira popular, sempre o mesmo e intemporal, não interessa quanto tempo tenha passado, todos os carrosséis do género são igual, mesmo não o sendo. Lembro-me de onde gostava de me sentar, consoante o dia e estado de espírito: lembro-me dos cavalos para me sentir uma princesa em fuga, das chávenas para a sensação de perigo; cada um dos lugares distintos, naquele carrossel por onde tantos passaram e ainda passam.

Aos 22 anos, a criança já não anda no carrossel e torna-se então na diversão principal em tempos de aborrecimento, um carrossel da malta, igual a tantos outros apesar de diferente. A criança pensa agora no maquinista do carrossel, sempre a ver pessoas a chegar e a certa altura abandonar; nos momentos que não chegam para o gasto em dias desertos nos quais o carrossel pára.

Todos nós temos os nossos papéis: tu és a balança que pende sempre mais para o lado que mais te marca; tu és aquele texto gravado em pedra, de natureza tão certa e constante, para sempre igual a si mesmo mas tão dado a interpretações apesar do texto ser claro; tu és as aguarelas que enchem de cor os nossos dias, tão complexa nas diferentes combinações de tons e tão simples na tua essência primária; tu és a inconstância que nos vai ligando de diferentes maneiras, de palavras que não correspondem ao pensamento, numa ânsia pelo futuro que nunca mais chega mas que está bem, por enquanto, lá ao longe e, tu, apesar de igual tão diferente, és a calma e a razão, ambas subjugadas por vezes, ambas não claramente visíveis mas sempre constantes, numa presença de quem tudo já pensou e guardou e talvez não venha a partilhar. Eu sou o carrossel, onde todos vão marcando a sua presença e se divertindo das maneiras que vou permitindo, todos diferentes e todos deixando diferentes marcas. Por vezes, quando o carrossel pára ninguém percebe, no final de contas, ninguém imagina um carrossel como algo fechado para obras. Mas como qualquer comum carrossel é dos que me vão visitando que dependo para, de certa forma, sobreviver. Mesmo quando as marcas são desagradáveis. Mesmo quando o constante movimento se torna excessivo e abusivo e as roldanas, por vezes gastas, querem encravar e deitar todos os passageiros abaixo.

Um carrossel não fecha para obras. Não parte. Fica nas memórias de todos mesmo que no local mais recôndito das mesmas. Só para um dia, mais tarde, voltar a vir a constituir o refúgio de tempos passados. Porque embora os carrosséis sejam todos iguais, todos sabemos qual é nosso lugar no que nos pertence.


(Undertow - Warpaint)

Friday, January 20, 2012

Untitled (qualquer coisa)



Andei à tua procura. Ou na verdade talvez não. Sei que procurava alguma coisa. Talvez fosse a mim mesma. Lá está a insensatez a vir ao de cima, por favor, perdoa-me os meus devaneios. Melhor ainda, aceita-os simplesmente como parte intrínseca de mim, este ser que mal conheces.

Não tens perguntas para mim, sobre mim. Talvez sejas tu o iludido ao convenceres-te que sabes tudo ou talvez seja eu ao achar que poderia haver algo que pudesses querer saber. Se eu mesma soubesse…

Devaneios, sempre a sugar-me o tempo e a alma e a alegria e tudo o que acabam por me dar na sua ilusão.

No entretanto, encontrei-te efectivamente, assim como que por acaso, no sítio onde te tinha deixado e não te tinha lembrado. Não sei porquê mas nunca me lembrei, não de ti e não sei por que razão. Prefiro não pensar nisso a recordar a forma como me lembrei de alguns, na minha inocência desamparada, que nem inocência era mas sim estupidez.

Agora estás aqui mas tão depressa como chegas te vais e eu fico com o lugar e sem a pessoa, como um frasco de perfume que, apesar de vazio, ainda permite sentir o aroma e as recordações ao mesmo associado. Metáforas… Forma hábil e ao mesmo tempo tão estúpida de não dizer as coisas directamente quando se tem medo que as mesmas, ao serem ditas ou postas em papel, se tornem reais por serem obviamente visíveis e audíveis.

És assim e foi assim que me habituaste, tanto dás como tiras mesmo ao nunca me teres dado nada. Curiosidade, eterna busca é isso, talvez, que faz com que te procure e fique na dúvida permanente de se, caso algum dia verdadeiramente te encontre, serás aquilo que queria ou imaginava ou supunha ou temia. E faz com que me pergunte se a busca em si não será infundada e sem propósito, se saberei realmente o que quero encontrar e se no fim desse caminho estás tu. E se o caminho que quero percorrer não será demasiado perigoso e se não serei a única disposta a percorrê-lo.

Caminhos… Podem ser paralelos, opostos, apenas um ou findar sem aviso. E a minha indecisão falta de conhecimento e um não-sei-quê mais que falta também não me deixa ver em qual dos caminhos estou para comigo mesma e onde, ao longo do caminho, tu te inseres. Sei que estás no caminho. E que te vou encontrando de uma maneira ou outra. Entretanto, tenho optado por seguir e não parar para pensar, com medo que tenhas mudado de sítio. Um destes dias, o caminho vai chegar ao fim e, neste, gostava de te encontrar, no sítio onde te deixei e um dia te lembrei.

Monday, January 2, 2012

Between Us


There is nothing between us

Nothing to be found but so much to lose

There’s nothing to keep us together

Yet there is also nothing to tear us apart


So much to be shared

All those memories of the past

Simple visions of strangers whose looks once crossed

All the moments of the present

All the people around who have kept us together

All the hopes for a future that won’t see us part

The ways that brought us together


There’s nothing between us

Yet there is laughter and the tears

The complicity and the dances

The coffees and the cigarettes

The advices

The certainties and doubts

The things I have and have not felt

The words I will and won’t say

Everything


There might come the day when there’s nothing around us

But there will always be a million things between us