“E, todavia como é difícil explicar-me! Há no homem o dom perverso da banalização. Estamos condenados a pensar com palavras, a sentir com palavras, se queremos pelo menos que os outros sintam connosco. Mas as palavras são pedras. As palavras são pedras e o que nelas vive é o espírito que por elas passa” ― Vergílio Ferreira, Aparição
Saturday, February 15, 2014
Ramblings
Sinto a tua falta. Sento-me no meu sofá, como inequivocamente o faço todos os dias, e só me apetece levantar-me, correr para não sei onde e abraçar-te. Só abraçar-te e sentir-me segura e não sozinha, como me sinto agora. Porque eu ainda me lembro-me de como foi ouvir o teu coração bater.
Apetece-me um abraço mas não o consigo pedir e não o consigo dizer e talvez seja melhor porque já assim só a ideia de o ter já despoleta em mim emoções suficientes.
Sinto a tua falta. Sinto falta de implicar tudo o que fazes porque não consigo admitir que nem se corresses ou te atrasásses to conseguia perdoar.
Todas as vezes que te vi andar à minha frente parecem agora prenúncios de que embora te pudesse ter por perto nunca conseguiria ter-te a meu lado.
Sinto falta do quão viva me sinto à tua beira e não é por virem ao de cima emoções dignas de alguém de 16 anos mas porque sinto que tenho uma parte de mim, daquelas que ando à procura, à minha beira e que não preciso de estar à procura de nada, só preciso de ser.
Ambos sabemos o que queremos, na maioria das vezes, mas não sabemos onde vamos. Quando nos encontrarmos outra vez, porque há coisas que não posso deixar ao acaso, quem sabe se não nos encontramos realmente?
I am too much but I will be enough.
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