Thursday, February 18, 2010

This might come as a surprise…

PB050018

Não sei porquê mas sinto uma grande necessidade de quebrar com os textos melancólicos, tipicamente em inglês, em que só sei falar de dúvidas e de pensamentos negativos. Talvez até saiba, julgo que chegou a altura de falar de certezas.

A primeira certeza parece começar a ser acerca de quem sou. Acho que parei de me tentar encontrar finalmente.

 

Eu sou no fundo uma boa pessoa mas sim, digo aquilo que realmente penso das outras pessoas e como nem todas as pessoas são boas pessoas e nem todas as pessoas me podem agradar eu digo coisas más acerca de algumas delas. E tenho a certeza que também dizem mal de mim o que, sinceramente, já me afectou muito mais.

Eu tenho a certeza, pensando agora em retrospectiva, que sempre que quero mesmo muito alguma coisa não a tenho, que sempre que encaminho a minha vida num sentido acontece algo tão surreal que nem dá para acreditar e que estas coisas surreais, que parecem cenas tiradas de um filme, que eu normalmente diria que nunca na vida me aconteceriam a mim porque sou eu (uma pessoa que, apesar de se calhar por vezes passar a imagem exactamente contrária, se calhar não podia ser menos convencida) realmente acontecem.

Eu gosto de ver os meus planos alterados às vezes, gosto que pessoas entrem na minha vida apenas por segundos e me deixem memórias que vão durar pelo menos anos.

Gosto que me desafiem, puxem por mim, mesmo quando é em relação a algo que me vai fazer sentir completamente ignorante.

Gosto que simplifiquem a minha vida nos planos em que eu definitivamente a complico.

Gosto que sorriam para mim porque me permite sorrir de volta.

Gosto que me ouçam nas poucas vezes em que realmente tenho algo de importante a dizer e olhem para mim com uma expressão de compreensão no rosto.

Gosto de saber que, apesar de nem sempre ser das pessoas mais afáveis ou acessíveis ou simpáticas, ainda há quem sinta a minha falta.

Gosto de ser simpática e extremamente fofa e lamechas com as pessoas que sei que merecem e não vão gozar comigo por o fazer.

Gosto de olhar para o céu e ver as estrelas, gosto quando olho para o céu e não as consigo ver porque estou bêbeda, gosto quando não as vejo porque estou de olhos fechados mas ainda assim sei que há estrelas.

Gosto de olhar para o céu e ver o sol embora nem sempre suporte o calor ao mesmo associado, gosto quando está sol e a chover ao mesmo tempo, gosto mais do pôr-do-sol do que do nascer do mesmo, gosto quando está o céu enublado e mesmo assim se consegue ver nem que uma réstia de sol.

Gosto de música, cantar, dançar, escrever, rir, falar, conhecer sítios novos, conhecer pessoas novas, aprender coisas novas, fazer coisas que nunca na minha vida imaginei fazer e de tudo o resto que me deixa feliz.

E mais do que tudo, algo que nunca tinha realmente sentido, gosto de ser eu.

Monday, February 15, 2010


Everything is never as it seems.

And one moment is never enough.


Strange how some things turn out to be.



We have a strange and wonderful relationship - he's strange and I'm wonderful. - Mike Ditka

You don't love someone for their looks, or their clothes, or for their fancy car, but because they sing a song only you can hear.

For truth is always strange; stranger than fiction. - Lord Byron

To love is to suffer. To avoid suffering, one must not love. But then, one suffers from not loving. Therefore, to love is to suffer; not to love is to suffer; to suffer is to suffer. To be happy is to love. To be happy, then, is to suffer, but suffering makes one unhappy. Therefore, to be happy, one must love or love to suffer or suffer from too much happiness. - Woody Allen

Wednesday, December 30, 2009

Choice


I never had anyone to take care of me. I never saw that as a problem, it was a way for me to show that I can handle my problems and be strong enough to always move forward without having someone holding me through. Yet, sometimes, being all by yourself gets lonely.

Guess I was taught to be like this, a person who plays it safe for fearing so much the possibility of getting hurt; it's what I've always seen, it was shown to me as the result of giving too much of yourself to someone. So I've grown to be this seemingly cold person, who has trouble showing emotion, who sees crying in public as an humiliation for her and who goes through a lot of internal struggle just to be able to give a meaningful hug to someone.

I know how I got to be like this but I really wish I weren't this way. The thought of crying itself doesn't torment me, it was never a problem for me to cry and I do it often: when I hear someone sing so beautifully that it strikes something in me to cry, when I see something extremely beautiful or even when something is wrong with someone. I just don't seem to be able to cry for myself, as if it was the ultimate proof of weakness.

I've always needed to be strong and able to fend for myself.

These days I've been trying to grow softer and to be able to trust people. I really wish there were people around me that I could trust with my life. I have people I can trust but none I feel I could totally depend on. It's not something easy to find and it is not something a lot of people would want. And if I ever were to say to someone "I trust you with my life" it would be easy to understand if that someone fled with the fear of such responsibility. Maybe I should act like the grown woman that I am and abandon these ideas just to get back to the time when taking care of myself all by myself was natural and the only choice.

However, the truth is that I've always said that I don't need a saviour because I can save myself but, from time to time, it'd be nice to have a choice.