Thursday, February 19, 2009

Viajante


Que fazes tu viajante
Quando te perdes nos teus pensamentos
E não sabes o que escrever?
Quando a viagem pelos mundos
Da tua imaginação chega ao fim
E não sabes mais o que és?

Como és tu capaz de esconder as tuas mágoas, viajante?
Por mais que tente seguir o teu exemplo
Há muito que deixei de ser como tu, capaz
De sorrir pelas adversidades para
Mais tarde, na solidão do meu quarto
Tentar reencontrar-me

Congratulo-te, distante viajante
E queria ser como tu, viajante próximo
Tomado por inocente
Quando os teus olhos são janelas para o mundo lá fora
E os dos outros são portas fechadas
Em casas com telhados de vidro

Quando voltas, viajante,
Do teu mundo de palavras?
Dessas terras distantes nas páginas
De livros que nunca serão escritos
Porque a vida não existe para ser escrita

Ou será que nunca partiste?

3 comments:

Carla said...

Este poema adapta-se a nós [sobretudo depois de amanhã], nem que seja uma viagem para um destino próximo.

Alexandre Fonseca said...

nao sei o que e pior
deixar te bitching about não teres comentarios ou ouvir te dizer que sou um convencido
xD
sera que resolvi os dois?

(gostei muito) :D *

Abraxas said...

"Porque a vida nao é para ser escrita" mas vivida né?

temos de ir tomar café daqui a uma semana quando acabar os exames!

Gostei Ana ;)

Pedro *