Sunday, May 20, 2012

Berlin Song



There is no such happiness in life as being with those special, some would say, ones you love. Even if they don't know it. Even if you are not quite aware of it. Even if years have gone by. An assortment of "even ifs" to big to fully grasp. I'm happy.

There is no such sadness as leaving those people behind, those you hold so close to your heart that it is almost like you leave a piece of yourself with them, which they will always hold, even if they don't know it. No hopes for a swift return to one another. No certainties that you will ever in your life meet again. No capital letters to say how much you will miss them. Nothing. Not a single tear shed or honest word spoken. Yet a handful, even yourself full, of hopes that one day, well, maybe one day, more later than sooner... One cannot simply have all the things one hopes for, isn't it?

That is the bittersweetness of life summed-up in one single action, one single simple thing: meeting people just to eventually leave them behind, in a past that might just not represent a future. And you just leave their rare smiles, remarkable looks, awkward companionship, all of that and so much more that you so profoundly cherish in a corner of your brain, that one that makes you remember everything so vividly.

I don't like goodbyes. So what do you say when "see you around" doesn't apply?

http://www.youtube.com/watch?v=BWvbn7ijxc0&feature=related

Saturday, February 18, 2012

Da ode a uma personificação de tudo o que é aleatório


Chama-se Sílvia ela. No entanto, ás vezes não se consegue decidir se será a Alice, a Madalena ou a Aurora, que ainda não chegou. É complicado ser-se uno numa só identidade quando há tanto a querer vir ao de cima. Eu chamo-lhe Sílvia porque a reconheço na totalidade e Lenita quando me dá para a desfragmentação que é aborrecer uma pessoa.

Não sabes o que fazer e para as múltiplas personalidades preferes uma nuvem de fumo ao absinto. Ou o que quer que faça o feito, mesmo que seja o tão afamado absinto, mesmo que sem as suas fadinhas verdes. (Podes dar uns saltos a seguir e seres tu a fada ou um Sr. Sousa barrigudo, o que te der mais gosto)

Sempre presente está uma afabilidade louca que vem aos trambolhões pelas tuas múltiplas personalidades dizer olá ao mundo. E o mundo sorri-te e diz-te "Olá" mas nem sabe que nome escolher.

Basta dizeres "Olá" que o mundo todo sorri-te e atira-te o cumprimento de volta, mesmo que tenhas a certeza que não.



The creative person is both more primitive and more cultivated, more destructive, a lot madder and a lot saner, than the average person.


O véu que separa a criatividade da insanidade só o reconhece quem já o pôde levantar.

Tuesday, February 14, 2012

Meias Verdades/Meias Mentiras



É isso tudo e mais um nada que me afoga na sua opressão. O vazio e o desejo a andar de mãos dadas, numa aliança desconjuntada que me desfragmenta o ser ilógico com o qual eu não consigo lidar. É isso tudo.

Um bocado de pensamento em forma de sonho desqualificado. Aquela expectativa medíocre que se cria quando não há mais nada para fazer e que faz tudo temer, mesmo quando esse tudo se resume a absolutamente nada. Um copo meio vazio numa mesa posta para uma pessoa. Porque a sede de tudo ter nunca permite ao copo a condição de ser meio cheio.

Vou pegar num dicionário e atirar-to à cabeça e esperar que de lá saia um conjunto de palavras que formem uma frase com um mínimo de nexo que transmita algo que queira dizer. Será que se pensar o suficiente nas palavras que não encontro e nas frases que não consigo formular enquanto o dicionário te acerta sairá algo de jeito? Por meu lado vou-me atirar para uma casa de espelhos para saber e me encher da pessoa com quem convivo, talvez aí não me sinta só ou dê numa louca cuja doença possa ser comprovada e aí com ela vou poder justificar tudo, estes textos escritos tarde e a más horas, porque nenhuma hora com este tipo de pensamento pode ser boa.

Sabes que te digo? Manda-te por esse abismo abaixo para dares com a cara no chão onde antes já a viste esfregada. Mais do mesmo parece saber a novo quando não se quer procurar mais, não é? Vai por esses caminhos onde já te perdeste e não te encontraste, nem a ti nem a nada que não solidão. Discursos de auto-reflexão não dão em nada quando não nos aceitamos, criança, que sem saber andar já sonha não com correr mas sim com teletransporte e diz a si mesma que nada é impossível a não ser que assim o determinemos.

Meias verdades ou meias mentiras? Tudo depende da perspectiva e quando a meu cargo está tal coisa prefiro dizer tudo o que penso e inventar o que não penso, discorrer da crueldade e da amabilidade e ser aquilo que bem me apetecer. Meias verdades ou meias mentiras? Só eu sei mas independentemente disso, no fim, tudo o que é dito ganha significado. Interpreta o que quiseres mas fica o aviso, estás na casa das aparências onde nem as paredes que vês verdadeiramente conheces.