“E, todavia como é difícil explicar-me! Há no homem o dom perverso da banalização. Estamos condenados a pensar com palavras, a sentir com palavras, se queremos pelo menos que os outros sintam connosco. Mas as palavras são pedras. As palavras são pedras e o que nelas vive é o espírito que por elas passa” ― Vergílio Ferreira, Aparição
Saturday, February 18, 2012
Da ode a uma personificação de tudo o que é aleatório
Chama-se Sílvia ela. No entanto, ás vezes não se consegue decidir se será a Alice, a Madalena ou a Aurora, que ainda não chegou. É complicado ser-se uno numa só identidade quando há tanto a querer vir ao de cima. Eu chamo-lhe Sílvia porque a reconheço na totalidade e Lenita quando me dá para a desfragmentação que é aborrecer uma pessoa.
Não sabes o que fazer e para as múltiplas personalidades preferes uma nuvem de fumo ao absinto. Ou o que quer que faça o feito, mesmo que seja o tão afamado absinto, mesmo que sem as suas fadinhas verdes. (Podes dar uns saltos a seguir e seres tu a fada ou um Sr. Sousa barrigudo, o que te der mais gosto)
Sempre presente está uma afabilidade louca que vem aos trambolhões pelas tuas múltiplas personalidades dizer olá ao mundo. E o mundo sorri-te e diz-te "Olá" mas nem sabe que nome escolher.
Basta dizeres "Olá" que o mundo todo sorri-te e atira-te o cumprimento de volta, mesmo que tenhas a certeza que não.
The creative person is both more primitive and more cultivated, more destructive, a lot madder and a lot saner, than the average person.
O véu que separa a criatividade da insanidade só o reconhece quem já o pôde levantar.
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1 comment:
i love you.
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