Wednesday, September 4, 2013

It won't be soon before long



There's this void
This empty space that's never really empty
That I try to fill up with little things
Ordinary thoughts
To erase the memory of you

That space is yours
Now and then
Always yet again
Ever since it was created
Ever present
No matter how hard I may try
To make it all go away

It is based on sheer illusion
On the hopes for the next time
On the moments of the last
On the words left unsaid
On the times I said too much
On the tears you haven't seen
On the thoughts you could never read
And on the certainty of its impossibility

The months go by
I've been standing by
Unknowingly waiting
It won't be soon before long

Monday, April 8, 2013

Inócuo



Inócuo e invisível. Não te vi até chegar a meio do caminho e no fim que ainda não existiu não soube o que fazer com a tua presença e com o facto de te ter notado e de deixares de ser inócuo; perdeste a característica e ganhaste a qualidade da memorabilidade, que resurge em horas inesperadas.
Não saberia o que te dizer mesmo que não fizesse mais nada que não pensar nisso. O que dizes quando queres falar mas não tens nada relevante para dizer? Eu remeto-me ao silêncio que ás vezes é de ouro mas que contigo são oportunidades que se perdem e que não voltam quando não sei quantas mais terei para te conhecer, agora que te reconheço a presença, mesmo quando não física.
23 anos de processos cognitivos, de experiências que supostamente ajudariam a uma interacção estudada mas que se perdem confrontadas com algo tão recente quanto tu. Processos cognitivos que me remetem para as interações físicas de um 5º ano quando já ultrapassei um quinto ano de faculdade. Não ultrapassei a tua novidade nem a minha inocência maldosa e não sei o que fazer com a minha ideia de ti, nem contigo nem comigo.

Eu vou cantando a minha canção porque por vezes podes juntar-te a mim. Vou vendo as coisas à minha maneira porque um dia poderás partilhar a minha perspectiva. Vou estando presente, marcando posição porque, como eu te recordo, não quero ser esquecida. Não sei mais que os princípios básicos. E embora já tenham existido vários princípios nesta história, naquela que eu quero escrever o princípio ainda está por chegar.

Vemo-nos um destes dias.

Saturday, January 5, 2013

Tens correio


Oh meu menino de pijama às riscas, criança grande perdida num mundo de fantasia do qual castelos de nome Hogwarts e campos imensos denominados de Shire fazem parte, que foi catapultado para este mundo real que conseguimos tornar tão cinzento....
Porque te demorei tanto tempo a escrever não sei, se já o mereceste há tanto. Talvez porque como tudo e todos os que valem a pena tu sabes esperar, como bem sabemos...
Na espera vão fazer três anos, três anos em que percebeste que quase nada em mim é crueldade e frieza e que eu percebi que de louco em ti há tanto como em cada um de nós.
Não me minto se disser que és um menino dos meus olhos. Mesmo quando em situações amargas que nada fazem senão lembrar-me do quanto gosto de ti. Tu sabes disso.
És dos poucos que, por mais que o contacto escasseie, sei que vai sempre fazer de tudo para não me falhar. Não espero isso de muitos amigos que me sabes serem mais próximos mas, quem disse que não me és um amigo próximo?
És dos poucos que não me precisa de ler porque já pareces conhecer as páginas, talvez porque as partilhamos. E porque nos unimos na superioridade do que é saber amar alguém tanto ou mais do que a nós mesmos, porque embora não enchamos a boca para dizer que o faríamos, sabemos o que é ter a certeza de que iríamos até ao fim do mundo por alguém, mesmo que fosse para chegar lá e não encontrar nada. Vale sempre o caminhos e os momentos resultantes do que fizemos com o nosso tempo.
Sabemos também que por mais tortuoso e solitário que esse caminho pareça, nunca estamos verdadeiramente sozinhos.

O caminho que trilho pode diferir do teu mas sabe-me sempre por perto, numa encruzilhada mais à frente, à espera de ver que mais surpresas me reservas com o teu crescer.




P.S.: Posso ter de me olhar ao espelho de vez em quando para me lembrar de mim e de quem sou, mas felizmente nunca esqueço o que está à minha volta.