
Vieste inesperadamente
Despercebidamente te mostraste perante
O meu olhar distraído, para todas as coisas ausente
Impuseste-te como a brisa
Que corre teimar em dias de Verão
E fizeste com que a atenção que a nada disponho
Se centrasse em ti
A novidade materializada que como
Um raio de luz iluminou o vazio a que chamo
O meu corpo
A minha alma despertou após uma eternidade de
Descanso perante as inquietudes mortais
O meu coração abriu-se, revelando-se ao mundo
As maravilhas do efémero sentimento que
Me inundou como um mar bravio
Me dilacerou as entranhas
E se entranhou no meu ser que
(Imperfeito) não soube proteger o que de mais valioso possuía
A inocência
Maldito esse sentimento que um dia me
Obrigaste a reconhecer
Mal-fadada a falta de razão que tomou conta de mim
E não me deixou perceber que o que achei ser real e eterno
Nada mais era que ilusão temporária
Desfeita pelo vento do infortúnio que tomou conta da minha vida
Desejei nunca ter acordado
Ter permanecido no sono aparente que me resguardava
Da dor que se apoderou de mim quando simples palavras
Por ti descuidadamente proferidas
Como uma faca apunhalaram o meu coração
Mataram a nova vida por mim descoberta
Destruídos os sonhos ficou a realidade
Esta não aparenta nada que não seja
Não profere promessas que se vão com os tempos
Mostra o que é, dando o que tem
Uma hipótese de através da Razão
Atingirmos a idealizada Felicidade
No comments:
Post a Comment